Invista no Tesouro Direto

Orçamento Pessoal


Se você pretende investir no Tesouro Direto (ou em qualquer outra aplicação financeira) deve, antes de tudo, ter um orçamento equilibrado, ou seja, gastar menos do que recebe. Assim, você pode guardar um pouco de dinheiro para investir e ganhar mais no futuro.

Ter as contas pessoais equilibradas é um pré-requisito para tornar-se investidor. Um bom investidor faz com que o tempo trabalhe ao seu favor, pois quanto mais tempo o dinheiro estiver investido, mais juros ele irá receber ao longo do período da sua aplicação. O pagamento de juros é como se fosse o aluguel do dinheiro no tempo.

Se você gasta menos hoje e investe o seu dinheiro, irá receber o rendimento respectivo ao longo do tempo. É nesse ponto que o Tesouro Direto auxilia as pessoas no planejamento do orçamento pessoal. Ao investir no Tesouro Direto, você reconhece o valor do seu dinheiro no tempo e isso faz com que você consiga planejar melhor sua vida financeira. Uma vida financeira equilibrada e a receita dos rendimentos de um bom investimento ajudam qualquer pessoa a organizar o seu orçamento ao longo do tempo e tornar a sua vida melhor.


O Tesouro Direto e o Mercado de Renda Fixa


O Tesouro Direto é um programa criado pelo Tesouro Nacional, que permite que qualquer pessoa com um CPF possa investir em títulos públicos, pela internet, a partir de aproximadamente trinta reais. O investimento em títulos públicos é um investimento de renda fixa.

Investimentos de renda fixa têm este nome exatamente porque você, investidor, já conhece, na hora de investir, qual será a regra de rentabilidade até o final do período de investimento e como será o fluxo de pagamentos dos seus juros. Já um ativo de renda variável não possui uma regra predefinida de rentabilidade.

Por exemplo, o preço das ações de uma empresa varia diariamente, conforme as expectativas do mercado com relação à empresa, podendo subir ou cair de forma contínua, sem haver qualquer limite para esses movimentos. Quando você investe em um ativo de renda fixa, a sua rentabilidade pode ser definida como uma taxa de juros flutuante do mercado, uma correção monetária pela inflação ou até mesmo uma taxa de juros fixa.


Embora a modalidade de investimentos do Tesouro Direto seja de renda fixa, os preços dos títulos variam no tempo de acordo com as taxas de juros praticadas no mercado. No entanto, ao se aproximar dos vencimentos dos títulos, a rentabilidade converge para a rentabilidade contratada e você recebe exatamente o rendimento que contratou no vencimento do título no qual investiu.

Devido a essas características dos ativos de renda fixa, este tipo de investimento é considerado mais conservador, ou seja, de menor risco, quando comparado aos ativos de renda variável como o investimento em ações. Em outras palavras, a renda fixa é o tipo de investimento pra quem procura previsibilidade e segurança para o seu dinheiro. Os investimentos de renda fixa mais conhecidos do mercado são a poupança, o Certificado de Depósito Bancário (CDB), a Letra de Crédito Imobiliário (LCI), a Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) e os títulos públicos – no caso, o Tesouro Direto, que a gente vai conhecer aqui. Quando você faz um investimento, o que você está fazendo, na verdade, é emprestar o seu dinheiro para alguém, cobrando uma remuneração por isso.

Essa remuneração são os juros que você recebe. A principal diferença entre o Tesouro Direto e esses outros investimentos de renda fixa mencionados é a natureza do emissor – ou seja: se você vai emprestar seu dinheiro pra uma instituição pública ou privada.

Enquanto os títulos do Tesouro Direto são emitidos pelo Tesouro Nacional, que é uma instituição pública, os outros títulos são emitidos por instituições privadas como os bancos e outras instituições financeiras. Quando você decide investir no Tesouro Direto, você empresta dinheiro para o Tesouro Nacional (emissor do seu investimento), cobrando juros por isso ao longo do tempo.

O Tesouro Direto


O programa Tesouro Direto surgiu para possibilitar a aquisição de títulos públicos por qualquer pessoa física com CPF. O objetivo do programa é democratizar o acesso a uma das melhores opções de investimento em renda fixa. Antes da sua criação, apenas as instituições financeiras tinham a possibilidade de investir nesses ativos ofertados diretamente pelo Tesouro Nacional.

O Tesouro Direto veio para criar novas alternativas para o pequeno investidor, como um produto complementar que não 7 passasse pelos fundos de investimento.

Até a criação do Tesouro Direto, os fundos eram praticamente o único canal de distribuição de títulos públicos ao público geral. No entanto, as taxas cobradas por eles eram relativamente elevadas para o pequeno investidor. Outro papel importante do Tesouro Direto é o estímulo ao investimento de médio e longo prazo, que tende a gerar maiores ganhos para o investidor.


Mas o que são títulos públicos?


Quando o governo gasta mais do que arrecada, gera-se uma dívida (pública), que é realizada por meio da venda de títulos cujo montante, acrescido de juros, será pago em uma data futura. Mas, considerando alguns limites, qual é o sentido de o governo se endividar? Assim como o bom uso do crédito por um cidadão facilita o alcance de grandes conquistas (a compra de sua casa própria, por exemplo), o endividamento público, se bem administrado, permite ampliar o bemestar da sociedade e o funcionamento da economia.

Quando, por algum motivo, o Estado Brasileiro precisa de recursos, ele pode arrecadá-los principalmente de duas formas: com tributos (impostos, taxas e contribuições) ou com a emissão de títulos públicos.

A vantagem de se arrecadar com a emissão de títulos é que os custos que nós, sociedade, pagaremos por estes juros, podem ser distribuídos por um longo período. Isso é especialmente vantajoso quando os benefícios também são de longo prazo. Quer um exemplo fácil ? A construção de uma rodovia.

Se ela fosse financiada só com os impostos arrecadados durante sua construção, a geração atual teria que arcar com todos os custos de uma obra que também vai beneficiar as gerações futuras. Financiando essa obra com a emissão de títulos de longo prazo, o governo distribui esses custos entre as várias gerações impactadas. O mesmo acontece com os bancos.

Eles emitem os seus títulos quando precisam captar dinheiro para financiar despesas ou para emprestar esse dinheiro aos clientes como é o caso dos CDB’s, ou ainda pra incentivar um setor específico, como o setor imobiliário no caso das LCI’s, ou o agronegócio no caso das LCA’s. Em resumo, podemos dizer que, ao comprar um título público do Tesouro Direto, você empresta dinheiro para o governo brasileiro em troca do direito de receber no futuro uma remuneração por este empréstimo.

Dessa maneira, com o Tesouro Direto, você não apenas se beneficia de uma alternativa de aplicação financeira segura e rentável, como também ajuda a financiar a dívida do país e a promover seus investimentos em saúde, educação, infraestrutura, entre outras áreas indispensáveis ao desenvolvimento do Brasil.


Vantagens do Programa Tesouro Direto


Agora que você já entendeu o que é um título público, vamos estudar as vantagens de se investir no Tesouro Direto. 5.1 Segurança E o risco? Você pode estar se perguntando se existe algum risco de perder seu dinheiro no Tesouro Direto, certo? O programa Tesouro Direto é a ÚNICA opção de investimento 100% garantida pelo Tesouro Nacional, não importa o valor aplicado.

Se a sua dúvida é segurança, saiba que os investimentos no Tesouro Direto são os investimentos mais seguros da economia. Você poderia também rebater dizendo: “Mas eu ouvi falar que o Tesouro Direto não é garantido pelo FGC”. Isso é verdade! Outros investimentos de renda fixa, como a poupança, o CDB, a LCA e a LCI, possuem garantia do FGC, o Fundo Garantidor de Créditos, que foi criado justamente para garantir que você receba de volta o dinheiro que investiu, até um determinado limite, no caso de falência da instituição financeira em que você realizou seu investimento.

No caso do Tesouro Direto é diferente. Os títulos que você compra são emitidos e garantidos pelo próprio Tesouro Nacional e ficam registrados diretamente no seu CPF. Isso significa que, em caso de falência do banco ou da corretora que você escolheu para investir no Tesouro Direto, você não precisa se preocupar. Todo o dinheiro investido vai ser transferido para outra instituição financeira, da sua escolha. Aliás, uma curiosidade: o próprio Fundo Garantidor de Crédito investe boa parte das suas reservas em títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional.

Flexibilidade


Ao investir no Tesouro Direto, você tem a possibilidade de montar uma carteira personalizada, de acordo com os seus objetivos. Como veremos, existe uma variedade de títulos públicos que possuem características diversificadas como, por exemplo, diferentes datas de vencimento, diferentes rentabilidades e formas de fluxos de pagamentos. Isso tudo possibilita uma grande flexibilidade para o investidor na hora de escolher a opção que melhor combina com seu objetivo.

Custo baixo Agora você já entendeu o que são os títulos públicos, já entendeu como eles são seguros pra se investir, certo? E deve estar pensando que investir nisso é coisa pra quem tem muito dinheiro, não é? Pois é bem pelo contrário! O Tesouro Direto foi criado com foco no pequeno investidor.

A partir de aproximadamente TRINTA REAIS já é possível começar a investir. Que tal?

No Tesouro Direto, o investidor tem como custo apenas duas taxas: a taxa de custódia cobrada pela B3 (0,25% ao ano) e a taxa da instituição financeira (que pode variar de 0% a 2% ao ano, em média). Essas taxas não dependem do volume aplicado e do período de aplicação dos recursos.

Por outro lado, os fundos de investimento cobram taxas que dependem da política de cada fundo e, geralmente, são menores quanto maiores forem os volumes aplicados e o período de aplicação. Desse modo, dificilmente as taxas cobradas pelos fundos de investimento são mais baixas do que as do Tesouro Direto.

Comodidade No Tesouro Direto


você pode investir e resgatar em qualquer dia, inclusive nos finais de semana e feriados. Todas as operações podem ser realizadas pela internet, no endereço eletrônico do Tesouro Direto, no App oficial do Tesouro Direto, ou pelo site da sua corretora/banco. O limite mínimo de compra é de aproximadamente R$ 30,00 e o máximo de R$ 1.000.000,00 por mês.

O Tesouro Direto possibilita a recompra dos títulos dos investidores diariamente para aqueles investidores que vendem o título antes do vencimento. Contudo, essa recompra é realizada ao valor de mercado, de acordo com as taxas vigentes na data.

Qualquer pessoa física com CPF e conta em uma instituição financeira habilitada pode tornar-se um investidor do Tesouro Direto. Outra comodidade que o Tesouro Direto oferece é a possibilidade do agendamento de compras, vendas e reinvestimentos dos recursos recebidos. Com isso, você pode planejar melhor a sua vida financeira.

Liquidez


Você, nesse momento, deve estar se perguntando: mas e se eu precisar do dinheiro antes do vencimento do título, eu posso vendê-lo? Todos os títulos do Tesouro Direto têm liquidez diária. O que significa que o seu dinheiro pode ser resgatado a qualquer momento. O que muda são as condições de rentabilidade de cada título, se você resgatar antes do vencimento.

Quem define a data do resgate é você, de acordo com os seus objetivos! Se você resgata um título antes do vencimento, a recompra desse título pelo Tesouro Direto se dá ao preço de mercado, e isso não garante a mesma rentabilidade contratada na data da compra. De fato, você pode receber uma rentabilidade maior do que contratou ou menor, dependendo das condições do dia.

O preço do título tem uma relação inversa com a sua taxa de juros vigente. Se a taxa aumenta em relação à contratada, o preço diminui e vice-versa. Mas isso é um assunto pros próximos e-books. Em suma, se você carregar o título até o vencimento, a rentabilidade será exatamente aquela que você contratou.


Caso venda antes daquela data, receberá a rentabilidade do período em que ficar com o título. Ao longo da aplicação, você pode conferir essa rentabilidade a qualquer momento no extrato do Tesouro Direto.